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3 Filmes Em Português

As pessoas que me vem a mente em relacao a Mozambique sao Mia Couto e Margarida Cardoso. A primeira, porque estudamos os textos dele na universidade e a segunda, porque foi professora na universidade onde fiz intercambio de estudos.

Kuxa Kanema

Jean-Luc Godard visitou Mozambique em 1979. Com uma ideia clara – produzir um filme. Com câmaras nos maos dos camponeses. Plenamente uma loucura, diziam investidores.

Nao resultou.

“É ou nao é?” – grita Samora Machel. "Liberdade é das melhores coisas que um homem pode ter". Num país novamente independente – Mozambique. Vemos o líder falar com o povo. As pessoas estão animados. Há um futuro brilhante a espera d'eles. Talvez não ter comida, talvez não poder ter uma casa... mas estar livre. Estar livre!

E Machel continua falar, durante horas.

Kuxa Kanema é a historia dos filmes, que ninguem tinha lembrado salvar. Uma armazém em Mozambique. Tem a historia do país deste os anos 1970 captado na pelicula. Tudo o que aconteceu, esta salvado num meio audiovisual. Seria visivel para nos todos.

Ou talvez nao. Os filmes foram encontrados num armazém abandonado. Ninguém tinha interes. Nao foram salvados. Ninguém salvou-os. Bastante gente nao sabia ler nem uma revista. Até o Kuxa Kanema, o journal dos atualidades semanais, apareceu. Mostrado nas aldeias.

Graças aos filmes, o povo percebeu o que acontecia no pais. E hoje nos tambem, percebemos.

Kuxa Kanema. Photo by Christian Luna Kuxa Kanema on old and unprotected film rolls. Photo cred. Christian Luna

Terra Sonâmbula

November 25, 2009.

Recentemente li a obra do Mia Couto e vi um filme feito a base da historia dele.

A escrita do Mia Couto, uma historia poético, subtil e encantador, o conto do avo e o neto abre os nossos olhos para os outros mundos que coexistem com, e dentro, do nosso. O Mia Couto faz-nos relembrar as maravilhas do imaginação. Ao ler este linguagem inspirado e expressivo, contextualizado por experiencia, prenhe de imaginação e visão, o leitor fica pasmada nas descrições da vida cotidiana que com forca mínima levam a alma nas alturas de infância.

Mia Couto. Photo by João Sem Terra Mia Couto. Photo by João Sem Terra.

Para um estudante da língua Portuguesa que não sempre consegue falar tomando conta as regras gramáticas da língua, e mistura com facilidade os significados das palavras, isto é uma maravilha. Sacudindo a terra firma abaixo da vida diária, Mia Couto revela as inovações da fala que não são bem correctas, mas ao mesmo tempo tentam de expressar (e sim expressam, muitas vezes melhor que as falas correctas).

De alguma maneira a historia parece-se ao realismo fantástico das historias do América do Sol, tais como o Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. Não importa se os panos do outro lado da lagoa existem o não, a nossa capacidade de inventar-os, a capacidade de ser sempre de pensamento aberto, é a o ar fresco que surge deste atitude, faz-nos avançar aos novos espaços.

Embora de dizer que isto és um pensamento colonialista e expansionista, não deve ser necessariamente verdade mas é uma discusao, também é o carácter dos Portugueses. Os jovens nao deviam de esquecer de inventar e sonhar.

More: NYTimes Review.

Viúva Rica Solteira Não Fica

November 1, 2009. Dir: José Fonseca e Costa.

Ao entrar no século XIX ouve-se pássaros e cavalos. Parece muito convincente. Estamos num Solar, numa casa de campo ao redor duma aldeia. O ambiente é incontestavelmente aristocrático. Estamos ver um filme de época.

Mas as problematicas são as mesmas de sempre. A drama surge do incapacidade do maior parte dos homens de satisfazer as mulheres. Neste caso a mulher insatisfeito é a Dona Ana Catarina.

Nem o Conde Fallorca (o marido impotente), nem o Capitão Malaparte (o sedutor) oferecem o amor e o paixão que a Dona Ana Catarina procura. E isto é "uma grande tragedia" porque os homens tentam.... com fervor. Mas em fim falham. Não é nada grave. As mulheres sempre encontraram a uma e a unica solução para todas a problemas. Sopa. As suas conspirações sempre guiam da ideia "a fortuna que não aumenta, diminui" procurando sempre a proxima, melhor oportunidade. É um filme manhoso e inteligente, mas com subtileza e encanto.

As observações sobre a natureza do homem são pertinentes. Na igreja o oportunismo do abade prospera na riqueza do caracterização. Na aristocracia o carácter de Williamson toca nas rivalidades (também como as diferenças entre carácter) entre Portugal e Inglaterra com gentileza e discernimento. No lar a Ama maquiavélica pensa pouca em coisas santos. Quando a sua família (quer dizer a unica familia que tem, a Dona Ana) esta em risco ela faz o preciso.

Embora tanto como o roteiro justificado e os personagens são interessantes e equilibrados (o direcção de eles é bastante subtil), o trabalho cinematográfico oferece pouco inovador no género, tendo mais em comun com filmes televisivas (como as telenovelas brasileiras) que com um trabalho cinemático bem executado. Encima do visual, a duração do filme de mais que 2 horas converte-se excessiva. No nosso caso, num ponto do visionamento do filme quando já achávamos o filme acabado, mas não era, uma das nossas colegas exclamo: isto não vai acabar nunca, não é?!

Pelo menos, o ponto de viragem depois o exclamação da nossa colega, no fim do filme é curta e eficaz. O amor da vida da Dona Catarina volta. Um homem próspero e experiente, será que por fim este homem será o ultimo e merece mais que um prato de sopa?

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