Jean-Luc Godard visitou Mozambique em 1979.
Com uma ideia clara – produzir um filme. Com câmaras nos maos dos camponeses.
Plenamente uma loucura, diziam investidores.
Nao resultou.
“É ou nao é?” – grita Samora Machel.
“Liberdade é das melhores coisas que um homem pode ter”. Num país novamente independente – Mozambique.
Vemos o líder falar com o povo. As pessoas estão animados. Há um futuro brilhante a espera d’eles. Talvez não ter comida, talvez não poder ter uma casa… mas estar livre. Estar livre!
E Machel continua falar, durante horas.
Kuxa Kanema é a historia dos filmes, que ninguem tinha lembrado salvar. Uma armazém em Mozambique.
Tem a historia do país deste os anos 1970 captado na pelicula. Tudo o que aconteceu, esta salvado num meio audiovisual. Seria visivel para nos todos.
Ou talvez nao. Os filmes foram encontrados num armazém abandonado. Ninguém tinha interes. Nao foram salvados. Ninguém salvou-os.
Bastante gente nao sabia ler nem uma revista.
Até o Kuxa Kanema, o journal dos atualidades semanais, apareceu. Mostrado nas aldeias.
Graças aos filmes, o povo percebeu o que acontecia no pais.
E hoje nos tambem, percebemos.

